Rodolfo Milone aborda Dia das mães na Pandemia

Jornalista comenta sobre desdobramentos em época de coronavírus

(Crédito: Divulgação)

Chegamos no segundo domingo do mês de maio, um grande momento no calendário brasileiro. Para quem não sabe, a  data começou com Anna Jarvis, que em 1905, perdeu a mãe e resolveu militar por uma data em memória do sentimento materno. Porém, passados mais de 115 anos, em 2020 será muito diferente, pois muitos não poderão comemorar com as suas queridas e amadas mães. O coronavírus tomou conta do nosso país e se alastrou de norte a Sul. 

É bom lembrar que depois do Natal, é o Dia das Mães a data mais significativa para o comércio de produtos e serviços no mercado brasileiro. Então quando o presidente Bolsonaro falar que está instaurada uma crise financeira e o Paulo Guedes dizer que não tem mais dinheiro, pergunte-se: “ Como é que eles sabiam que o Coronavírus estava chegando no país e não fizeram nada?”. Vale dizer também que o carnaval rolou solto no país e nada foi impedido para tal. A cidade de Santos continuou recebendo vários navios da China e de outros países da Ásia. Todos os aeroportos receberam voos de todas as partes do mundo e do norte da Itália (epicentro antes do Brasil).

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Em 2019, o dia das mães registrou a movimentação financeira de 9,7 bilhões, dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Além disso, foram abertas 22 mil vagas temporárias na época. Tudo muito diferente do que vivemos hoje. Segundo o IBGE, em 2020, o Brasil tem 12,9 milhões de desempregados, e para piorar chegamos ao número de 10 mil mortos no Brasil, pelo coronavírus. Agora você deve pensar o que os nossos governantes estão fazendo para combater isso, né?

Então, no dia em que o Brasil ultrapassou a marca de 10 mil mortes por covid-19, o presidente da República, Jair Bolsonaro, passeou de jet ski no Lago Paranoá, próximo ao Palácio da Alvorada. Em vídeo, ele disse que as pessoas estão vivendo uma “neurose”.

Contudo, ontem (9), Bolsonaro iria dar uma festinha na churrasqueira do Palácio da Alvorada, mas ele cancelou. Por que ele desistiu da data? Porque ele descobriu que, no mesmo horário, Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia iriam decretar, no Congresso, luto de três dias pelos 10.627 brasileiros mortos pela pandemia do coronavírus. Bolsonaro está pensando na sua reeleição e ignora os mortos.

Entretanto, nós brasileiros esperamos que possamos viver dias melhores e de glória em nosso país, que no próximo ano as mães tenham uma data com felicidade, mais amor e orgulho de uma nação, precisamos de mais Annas Jarvis e não alguém que diga que essas “pessoas morreriam mesmo”,“não sou coveiro”, “E daí!”

Rodolfo Milone, Jornalista, 29 anos, com expertise na área da saúde, tecnologia, viagem, política e educação. Tem mais de quatro anos de experiência no segmento e em assessoria de imprensa. Já atuou em frente de diversas empresas conceituadas no mercado, como Johnson, Pfizer, Plugin Bot, Criteo, CET, ABAV, Pró- Saúde e entre outras.

Redação

Sobre o autor : Esta notícia foi publicada por um dos redatores do SeuJornal,não significa que foi escrita por um deles, na maioria dos casos, foi apenas editada.
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