PUC-Campinas tem um dos maiores percentuais de pesquisadoras bolsistas do país

Ranking foi elaborado com dados fornecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

A PUC-Campinas tem um dos maiores percentuais de pesquisadoras beneficiadas com bolsas entre as universidades brasileiras, segundo dados da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Este é o resultado de um ranking feito a partir de informações do Censo da Educação Superior divulgadas no final de 2019 pelo Ministério da Educação (MEC). Ele foi elaborado pela Revista Quero, especializada na área de educação e em avaliações universitárias.

As cinco primeiras aparecem com percentuais muito próximos. A PUC-Campinas é a 5ª e tem 67,7% de mulheres entre seus pesquisadores bolsistas. A instituição que lidera o ranking é a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), com uma taxa de 71,4% de representatividade feminina entre as bolsas oferecidas para pesquisas. Em seguida, aparece a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), com mulheres representando 70,3% das bolsas de pesquisa.

Fecham a lista a Faculdade de Apucarana (FAP) e a Universidade do Vale do Itajaí (Univali). A presença de mulheres entre estudantes que possuem bolsas para pesquisa na graduação dessas universidades é de 69,2% e 68,6%, respectivamente.

PUC-Campinas tem um dos maiores percentuais de pesquisadoras bolsistas do país
PUC-Campinas tem um dos maiores percentuais de pesquisadoras bolsistas do país

“Mais da metade dos nossos pesquisadores são mulheres. A maior parte dos bolsistas do CNPq de iniciação científica, de mestrado e pós-doc são mulheres. O que eu vejo é que elas ganharam espaço nesses últimos anos, com muita competência e responsabilidade. Vejo uma boa perspectiva para elas na área de pesquisa”, disse a Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da PUC, Profa. Dra. Alessandra Borin Nogueira.

Ela analisa o setor de pesquisa no Brasil e avalia que ainda há áreas em que a presença feminina precisa crescer. “Ainda temos desafios, vemos poucas mulheres nas áreas mais ‘duras’, como chamamos, como as ciências, tecnologia, matemática, engenharias, mas isso vem melhorando”, afirma.

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Além da área de pesquisa, a Pró-Reitora também chama a atenção para o aumento do número de mulheres em cursos de especialização, procurados principalmente por quem quer se aprimorar profissionalmente. “Também nos cursos de especialização e pós-graduação na nossa universidade, a maioria são mulheres. Elas estão vendo que são capazes, podem e estão fazendo a parte delas”, afirmou.

Redação

Sobre o autor : Esta notícia foi publicada por um dos redatores do SeuJornal,não significa que foi escrita por um deles, na maioria dos casos, foi apenas editada.
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