Saúde

Sumaré, Hortolândia e Indaiatuba concentram 135 casos de tuberculose com 4 mortes

Entre as cinco maiores cidades da região, Campinas (SP) também integra a campanha

Do G1 – As prefeituras de Sumaré (SP), Hortolândia (SP) e Indaiatuba (SP) têm, juntas, 135 casos de tuberculose este ano com quatro mortes. Os dados foram confirmados nesta terça-feira (10). Os municípios iniciaram esta semana uma campanha nas unidades de saúde por busca ativa de pacientes com os sintomas, principalmente tosse a mais de 15 dias.

Entre as cinco maiores cidades da região, Campinas (SP) também integra a campanha – com cronograma específico para as unidades -, conforme orientação da Secretaria de Estado da Saúde. Já Americana (SP) não informou se fará parte da ação.

Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica estadual, cabe aos municípios buscar pessoas com sintomas de tuberculose. “Periodicamente, há orientação para que as cidades intensifiquem a busca para identificar precocemente possíveis casos e, assim, reduzir a capacidade de transmissão da doença”.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura, desde que o tratamento, de no mínimo seis meses de duração, não seja interrompido. Veja como está sendo feito o combate à doença nas cidades ao longo da reportagem.

Sintomas e tratamento

Médica infectologista do Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas, Valéria Almeida explica que a a tuberculose é contagiosa e transmitida por bactéria.

“Principal causa de morte por tuberculose é diagnosticar tardiamente, quando a doença está avançada, ou quando a pessoa tem o diagnóstico e abandona o tratamento, não segue”, explica.

A infecção pode ocorrer em qualquer época do ano e os sintomas às vezes demoram meses para aparecer.

Sintomas:

  1. Tosse há mais de duas semanas
  2. Emagrecimento repentino
  3. Febre
  4. Sudorese noturna

“Quando está com 15 a 20 dias de tratamento, ela já não transmite mais. A tuberculose pode atingir prioritariamente quem tem imunossupressão. Pessoas com HIV, diabetes, crianças e quem faz quimioterapia têm uma probabilidade maior de desenvolver tuberculose porque já tem uma imunidade menor. Mas pessoas saudáveis também podem ter”, alerta a médica.

Sumaré

O município contabiliza 55 casos novos este ano com três mortes. O número se aproxima do total registrado em 2018, que teve 64 ocorrências com uma morte.

A prefeitura informou que a campanha de busca ativa por pacientes sintomático-respiratórios acontece não só nas unidades de saúde, como também nas escolas e instituições fechadas, como centro de ressocialização e casas de repouso.

Hortolândia

Também houve um óbito em Hortolândia este ano por causa da tuberculose. A Prefeitura confirmou 46 novos pacientes com a doença. Em 2018, foram 53 doentes, sendo 50 já curados, e nenhuma morte.

Todas as unidades de saúde estão mobilizadas para identificar a doença. A campanha vai até 23 de setembro. Quem tiver sintomas, deve procurar a unidade de saúde mais próxima da residência, sem a necessidade de encaminhamento, para fazer o teste de tuberculose a partir do escarro. O tratamento é oferecido de graça na rede pública.

Indaiatuba

Indaiatuba contabiliza 34 novos casos de tuberculose, sem mortes este ano. Em 2018, no entanto, três pacientes morreram por conta da doença; foram 55 ocorrências.

“Todas as unidades do município irão realizar a pesquisa de sintomáticos respiratórios junto de sua população assistida. Os casos identificados irão passar por avaliação clínica, realizar a coleta de exame de escarro e, se o caso for positivo para a doença, imediatamente é iniciado o tratamento, além da avaliação dos contatos dos casos positivos”.

Campinas

A campanha em Campinas segue até 4 de outubro e ocorre de forma segmentada nos cinco distritos regionais de saúde, conforme cronograma abaixo:

Independentemente da campanha, qualquer pessoa com sintomas pode procurar as unidades de saúde em qualquer época do ano.

Até 2018, segundo a infectologista do Devisa valéria Almeida, os casos de tuberculose não sofreram muitas alterações ano a ano.

“O número de casos novos ao ano gira em torno de 320, seja pulmonar, óssea, ganglionar, pele e rim. A gente considera uma doença endêmica, não tem uma variação muito grande, tem se mantido estável”.

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