São Paulo

Programa Alfabetização Ambiental espera atingir até 50 mil alunos de SP

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Programa Alfabetização Ambiental prevê plantio de mudas por alunos do 2º ano do ensino fundamental

Nesta terça-feira (3), o centro da capital paulista recebeu 1.400 mudas de espécies nativas, foram plantadas por crianças do 2º ano da rede pública. A iniciativa, em parceria com a subprefeitura Sé e com a sociedade civil, faz parte do programa Alfabetização Ambiental, lançado pelas secretarias estaduais de Educação e de Infraestrutura e Meio Ambiente.

A meta é envolver, ao todo, cerca de 50 mil alunos do 2º ano do ensino fundamental da rede pública estadual, em 128 municípios e 71 Diretorias de Ensino, que ao concluírem o processo de alfabetização vão plantar uma muda nativa de sua região e escrever um novo capítulo na história de sua vida e da natureza.

“Neste ano até 50 mil crianças estarão no Estado inteiro plantando árvores., numa simbologia importante ligada à alfabetização, mas também à preservação do meio ambiente. É uma conquista para uma criança ser alfabetizada, mas também é uma conquista saber olhar para o meio ambiente com a importância que ele tem”, avaliou o Secretário da Educação, Rossieli Soares.

Além de contribuir com o reflorestamento, os plantios também têm o objetivo de simbolizar a fase de alfabetização dos alunos que concluem o 2º ano do ensino fundamental.

“Realizar este projeto me deixa muito feliz porque é o primeiro passo de um grande programa para o convívio pacífico entre o ser humano e a natureza. Criar conscientização de que nós precisamos preservar o meio ambiente é fundamental. Somente através de conscientização nós vamos conseguir manter e preservar o meio ambiente e já começar com as crianças desde cedo aprendendo, além de escrever, a cuidar do meio em que vive é muito importante. É o primeiro passo de um grande legado”, afirmou o Secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido.

As mudas

A ação desta terça-feira ocorreu num terreno próximo à Avenida dos Estados, uma área total de 2.500 metros quadrados batizada de Bosque do Bem-Te-Vi. As crianças escolheram entre nomes de pássaros paulistanos como sábia laranjeira, quero-quero, rolinha, beija flor tesoura, joão de barro, asa branca, pula pula e verão.

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Alunos da rede pública de SP plantam mudas no Bosque do Bem-Te-Vi, na região central da capital paulista

“Para as crianças, é um momento que, ao ter o contato direto com a terra, ela se vê olhando para o futuro, para a árvore que vai crescer e dar frutos. Essa lembrança ela não vai esquecer. Para nós, o evento marca uma política de incentivar a biodiversidade, das espécies da flora que vão trazer a fauna de volta a que vão fazer de São Paulo um Estado muito mais sustentável”, acrescentou subsecretário de Meio Ambiente, Eduardo Trani.

Fornecidas pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, as mudas são predominantemente espécies frutíferas de pequeno porte dos biomas Mata Atlântica e Cerrado. Com apoio técnico do Instituto Botânico, da Fundação Florestal e do Projeto Nascentes, os alunos plantam árvores de diversas espécies, nos biomas corretos e aprendem mais sobre a função daquela árvore.

“É o segundo bosque de conversação urbana que plantamos aqui no Centro. O primeiro foi com a equipe da subprefeitura da Sé, mas este é muito especial. Nós tivemos hoje a participação 1.200 técnicos altamente capacitados e especializados, todos alunos da rede estadual aqui da região central. Nos teremos um novo espaço e essas crianças a consciência de fazer parte deste processo e levar isso para a casa e para a vida”, disse o subprefeito Roberto Arantes.

Mais plantios

Desde o início de novembro, o programa já realizou o plantio de mais de 3,6 mil mudas em 18 municípios como Araraquara, Ibitinga, Itaberá e São Carlos.

Para esta semana de lançamento, estão programados plantios de mais 6,5 mil mudas em 35 municípios como Amparo, Cubatão, Diadema, Franca, José Bonifácio e São José dos Campos, Serra Negra.

Durante a primeira quinzena de dezembro, outras diretorias de ensino do Estado também irão realizar plantio nas escolas, em suas comunidades e até em terrários para marcar o ciclo de alfabetização dos alunos do 2º ano.

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