Região

Famílias se recusam a deixar casas localizadas em áreas com risco de inundação em Capivari

Parte das famílias que moram em áreas de risco de inundação, em Capivari (SP), se recusaram a deixar os imóveis durante um alerta que a Defesa Civil realizou casa por casa, nesta segunda-feira (13).

Cinco famílias aceitaram deixar os imóveis, que ficam na Rua João Moretti, no bairro Moreto, mas a prefeitura estima que 14 não quiseram deixar o local.

“A assistente social fez uma triagem nesse local, ofertando ajuda, informando que o volume de água vai ser grande amanhã. As que aceitaram sair a gente está fazendo a remoção. As que não aceitaram assinaram termo de recusa. Porém, no decorrer das enchentes, esse número provavelmente vai aumentar. As famílias vão querer sair”, relatou Julio Capossoli Neto, chefe de departamento da Defesa Civil.

Devido às chuvas que caíram no Rio Capivari em Monte Mor (SP) nas últimas horas, o órgão acredita que o nível do manancial vai transbordar até esta terça-feira (14).

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“Melhor a gente prevenir, sair antes da água chegar porque depois, se não der tempo, a gente perde tudo né. E não tem como a gente ficar reclamando. Porque tempo a gente tem pra sair”, diz Telma dos Santos Pereira, uma das moradoras que foi levada pela prefeitura para Escola Integral de Capivari (Eicap) Professor Aldo Silveira.

No local eles receberão refeições e o necessário até que possam voltar para casa. Duas famílias estão desalojadas em casa de amigos.

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“Resolvemos sair antes porque as águas de Campinas e Monte Mor estão chegando e a gente não sabe o tanto que vem. Então, tem que sair antes. A gente já não pode comprar e o que tem ainda perde?”, diz Aparecida de Jesus Andrade, que também foi removida de sua casa com sua filha e três netos.

Ela diz que esse tipo de situação ocorre em todo período de chuva mais forte. “Em 2014, eu trabalhei seis meses na rua, comprei um guarda-roupas novinho. Quando foi em 2016, perdi naquela enchente que deu em junho. Aí, depois, eu não comprei mais, porque é comprar e perder”.

Nível

Às 17h51 desta segunda-feira uma nova aferição foi realizada e o nível do Rio Capivari marcou na régua 1,62 metro. Às 6h30, no entanto, o nível tinha chegado a 1,94 metro. O transbordo acontece quando o nível do Rio atinge os dois metros.

Em caráter preventivo, as comportas da barragem da Leopoldina foram abertas na sexta-feira (3), visando diminuir o impacto do período chuvoso. No momento, o município está em estado de alerta.

“A Defesa Civil segue fazendo o monitoramento do nível da régua e toda rede telemétrica do Rio Capivari constantemente. Qualquer alteração que indique um risco iminente de inundação, serão emitidos os alertas necessários à população capivariana, colocando em ação todas as diretrizes do Plano de Ação Imediata”, informou a prefeitura, em nota.

“Estamos removendo de maneira preventiva para que facilite nosso trabalho na remoção dos bens e dos pertences das famílias. A gente não tem como fazer um prognóstico do volume de água que vai chegar. A gente sabe que amanhã isso aqui vai estar tomado de água, mas a gente continua fazendo o constante monitoramento e ofertando ajuda à população”, acrescenta o chefe da Defesa Civil.

Contatos

As famílias que queiram ir para casa de parentes ou para o abrigo da prefeitura devem entrar em contato pelos números da Defesa Civil: 199 e (19) 3492-3186. A Guarda Civil também fica disponível para orientações e procedimentos em caso de alagamentos e o telefone para contato é 153 e (19) 3491-1311. O Corpo de Bombeiros atende pelo 193.

Notícia do G1

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