Região

Bancários relatam medo após detentos em ‘saidinha’ formarem fila para sacar benefício

Bancários da região de Sorocaba (SP) afirmam que estão preocupados com o saque do benefício dos detentos que participam da “saidinha” do feriado de Dia das Crianças.

Na sexta-feira (18), cerca de 300 presidiários formaram fila em frente a uma agência do Banco do Brasil no bairro Além Ponte, em Sorocaba.

Comerciantes reclamaram ao G1 que não havia policiamento na rua. Somente depois que pediram uma viatura o patrulhamento passou pelo local. Com medo, alguns resolveram fechar as lojas. O G1 procurou a PM para falar sobre o caso, mas não obteve retorno.

“Vou fechar portas, não dá para ficar aqui assim, não tem nem policiamento”, disse um comerciante.

Segundo Júlio César Machado, presidente do Sindicato dos Bancários, a chegada de centenas de detentos preocupou os funcionários das agências.

“É complicado porque não há policiamento, então o sentimento é de apreensão. Sabemos de muitos casos onde a “saidinha” acaba sendo o momento onde eles praticam furtos e outros crimes”, diz.

Júlio informou que o sindicato pretende conversar para que cheguem a um acordo com os bancos e também com as penitenciárias para que a segurança dos funcionários e moradores das regiões não seja afetada.

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que a agência foi avisada que nesta saída temporária não haveria disponibilidade do carro-forte ir até a unidade.

Sendo assim, a direção da unidade adotou o procedimento de fornecer aos reeducandos o valor de R$ 50 para que eles realizassem o deslocamento até a agência bancária que fosse mais conveniente a eles.

Questionado se esse saque realizado pelos detentos diretamente nas agências será apenas na região de Sorocaba, o órgão não informou detalhes.

“Fretar um carro forte, pelas informações que pesquisei, custa em torno de R$ 400. É uma quantia que pode até parecer muito, mas ela garante não só a segurança dos funcionários e dos clientes do banco, como também das pessoas que trabalham e moram na região”, diz Júlio.

Do G1

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