Política

Partido não será criado só com assinaturas coletadas “no braço”, diz Bolsonaro

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Carolina Antunes/PR

Bolsonaro recolhe cerca de 500 mil assinaturas em menos de um mês, se a coleta digital “não for burocrática”

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (4) que seu novo partido, o Aliança pelo Brasil , não vai conseguir ser oficializado se a coleta das assinaturas “for no braço”. “Se for no braço, a gente não vai conseguir formar partido, isso tenho certeza. Não depende apenas de colher assinatura, depende da conferência depois”, disse Bolsonaro em fala a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada. O presidente ainda disse que consegue coletar as 500 mil assinaturas exigidas para a criação de novos partidos se a coleta “não for burocrática”.

Nesta terça-feira (3), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou que novas siglas coletem assinaturas digitais, mas a Corte ainda vai regulamentar a forma como essa coleta será realizada. Uma nova ferramenta deve se criada para que as assinaturas tenham sua autenticidade conferida. Bolsonaro afirmou que saberá nessa quarta qual será a “modulagem” do tribunal.

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Questionado sobre o aumento do fundo eleitoral , Bolsonaro não respondeu às perguntas. “Não vou entrar nesse detalhe, vai me botar em confronto com o Parlamento. Geralmente questão política é o Parlamento que decide”, afirmou.

O relator do projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020, deputado Domingos Neto (PSD-CE), finalizou a proposta na terça-feira, 3, e destinou R$ 3,8 bilhões de recursos públicos para gastos em campanhas eleitorais no ano que vem. O valor é R$ 1,8 bilhão superior à proposta encaminhada por Bolsonaro, que foi de R$ 2 bilhões.

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