Política

Bolsonaro deve deixar o PSL

A velocidade da crise instalada no PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, está acelerada. De acordo com as jornalistas Julia Chaib e Daniela Lima, no blog da Folha de S.Paulo, uma ala do partido decidiu responder à fala de Bolsonaro, exaltando a importância do presidente Luciano Bivar (PSL-PE).

De acordo com as jornalistas, a importância do PSL é um dos pontos mais exaltados num manifesto que começou a circular nesta terça-feira (08). O texto apoia a ideia de que Bivar redistribua postos de comando da legenda nos municípios. Ação que poderia entrar em conflito com medidas realizadas por Flavio Bolsonaro no Rio de Janeiro e Eduardo Bolsonaro em São Paulo.

A ação de membros do PSL vem depois de Bolsonaro pedir a um apoiador que esquecesse PSL e dizer que Bivar está “queimado”.

O deputado Júnior Bozzella (PSL-SP) é um dos principais apoiadores do texto. De acordo com ele, em fala ao blog da jornalista Daniela Lima, Bivar atendeu todos os pedidos de Bolsonaro desde o período eleitoral e disse que o PSL não pode se transformar em um ‘PT da direita, jogando para baixo do tapete casos que criam desgastes ao partido.

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Bozella ressalta os casos envolvendo Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro e o caso do ‘laranjal do PSL’ de Minas Gerais, no qual o ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônia estaria envolvido.

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“Temos o caso do Queiroz e o do ministro do Turismo, e o presidente tenta encobrir esses dois assuntos ao mesmo tempo em que desfere ataques indevidos ao PSL”, diz Bozella lamentando a fala de Bolsonaro nesta terça.

Para o deputado paulista, o partido é “conduzido por pessoas de bem” e, segundo ele, Bivar abriu as portas para Bolsonaro concorrer às eleições de 2018. “Se hoje ele é o que é, deve isso ao deputado Bivar e ao PSL”, retrucou.

Por fim, Bozella ainda citou Lula para defender as medidas apoiadas no manifesto pró-Bivar. “O PT se perdeu e o Lula hoje está preso porque tentou criar uma instituição que estava acima de tudo. Não vamos deixar isso acontecer com o PSL. Eu acredito no governo, acredito no presidente, apoio a sua agenda, mas o partido não pode deixar de advertir aqueles que vão contra as bandeiras que nos elegeram, como o combate à corrupção”.

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