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Evo Morales é reeleito na Bolívia

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O presidente da Bolívia, Evo Morales: distanciamento oportuno de Caracas e elogio do FMI – 16/10/2019 (Pedro Ugarte/AFP)

A apuração online do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) dá a vitória ao presidente boliviano, Evo Morales, sobre o opositor Carlos Mesa, no primeiro turno das eleições realizadas no domingo, após a apuração de 99,81% dos votos. Segundo o site do TSE, Morales obteve 47,06% dos votos, contra 36,52% para Mesa, o que garante sua reeleição.

Os números incluem os votos válidos dos eleitores na Bolívia e dos bolivianos disseminados em 33 países del mundo. A apuração, porém, é seriamente questionada por diversos setores bolivianos, que paralisaram várias cidades do país, e posta sob suspeita pela Organização dos Estados Americanos (OEA).

Uma aliança oposicionista formada em torno de Carlos Mesa, presidente entre 2003 e 2005, exige a convocação “imediata” de um segundo turno eleitoral. As denúncias de fraude surgiram após um primeiro resultado do sistema de apuração rápida (TREP), sobre 84% dos votos, que indicava um segundo turno entre Morales e Mesa. Após a divulgação desses números, o sistema foi paralisado durante horas e retornou indicando a reeleição do presidente em primeiro turno.

Antes da divulgação do resultado pelo TSE, Morales se declarou vencedor das eleições em entrevista coletiva, mas admitiu a possibilidade de disputar um segundo turno, caso o resultado final do TSE assim o determinasse. Isso  finalmente não ocorreu.

A União Europeia (UE) somou-se nesta quinta-feira ao pedido da Organização dos Estados Americanos (OEA) para que se realize um segundo turno entre Morales e Mesa, visando restabelecer a confiança no processo eleitoral.

“A União Europeia compartilha plenamente da avaliação da OEA no sentido de que as autoridades bolivianas deveriam concluir o processo de contagem em curso e que a melhor opção seria realizar um segundo turno para restabelecer a confiança e assegurar o respeito pleno à escolha democrática do povo boliviano”, declarou em um comunicado a porta-voz da diplomacia europeia, Maja Kocijancic, distribuído em La Paz.

(Com EFE)

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