Economia

Se a cooperativa quebrar você responde junto solidariamente

Se a cooperativa quebrar por algum motivo, você responde junto solidariamente, arcando com o ônus por ser sócio.

No Brasil, existem milhões de associados em cooperativas de crédito, segundo o Banco Central (BC). Este modelo de atuação das instituições é diferente em relação ao dos bancos tradicionais, mas elas também são regulamentadas pelo BC. A adesão é livre e, ao participar, você se torna sócio.

Veja as vantagens e os cuidados que devem ser levados em consideração antes de se tornar um cooperado:

VANTAGENS

– Taxas menores: em uma cooperativa, é possível encontrar taxas de juros menores para empréstimos ou financiamentos. Os valores podem ser até 15% inferiores aos de bancos de varejo, segundo o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob);

– Fundo garantidor: há oito meses, quem tem produtos (conta corrente, crédito, investimentos) em uma cooperativa conta com cobertura do FGCOOP (Fundo Garantidor das Cooperativas de Crédito). Assim como o FGC dos bancos, o fundo garante até R$ 250 mil por CPF e por cooperativa.

– Participação em assembleias: como cooperado, você tem direito de frequentar assembleias para discutir assuntos. Esse envolvimento é muito importante, segundo os especialistas ouvidos.

– Distribuição de resultados: as cooperativas remuneram seus associados sempre que o resultado for positivo, chamado de “sobras”. Não estamos falando de “lucro” porque a instituição é diferente de uma empresa e sua gestão é compartilhada entre os sócios. Trata-se de uma sociedade de pessoas.

– Acesso a diversos produtos: praticamente os mesmos serviços que os bancos garantem em sua prateleira são oferecidos pelas cooperativas. Há linhas de crédito, como financiamento imobiliário, de veículos, cartões de crédito, seguros, investimentos. Mas é preciso se informar antes para saber o que determinada cooperativa tem disponível.

CUIDADOS E RISCOS

– Risco de crédito: se a cooperativa quebrar por algum motivo, você responde junto solidariamente, arcando com o ônus por ser sócio. Lembrando que até o limite de R$ 250 mil você está seguro pelo fundo garantidor.

– Pesquisar: no site do Banco Central (aqui), é possível comparar as informações trimestrais de todas as cooperativas, com o histórico de todas regulamentadas. Basta buscar pelo mês, em seguida selecionar no segundo campo “resumo” e depois escolher “cooperativas de crédito”. Com a ferramenta, dá para ver a lista completa das cooperativas.

– Conhecer dirigentes: é importante buscar informações sobre a cooperativa e o histórico de quem está na direção. O Banco Central homologa os dirigentes eleitos. Também vale a pena visitar a sede sempre que possível.

– Avaliar as taxas: embora as taxas e tarifas sejam geralmente menores em relação aos valores encontrados nos bancos, um cuidado importante é comparar os valores cobrados, lembrando de ver o Custo Efetivo Total (CET), que inclui taxa de juros e encargos financeiros.

Com informações de Letras e Lucros

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