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Vacinação a melhor forma de prevenção

Sentada, a beira do leito em forma de berço, não conseguia acreditar. Tudo havia sido tão desejado e planejado… Até ontem tinha em casa uma criança peralta, incansável, alegre e brincalhona. De repente, tudo mudou.

Pré – natal havia sido feito rigorosamente, o parto e a recepção da pequena Manu foram impecáveis. Aliviando as dores, inseguranças e medo do trabalho de parto houve o respeito, o acolhimento e o impagável carinho com aquela mãe e criança que acabavam de nascer.


Já em casa, o desafio se mostrou grande. Horas e horas acordadas, dando muito e muito tetê, trocando várias e várias fraldas, checando a todo momento se os curtos intervalos de silêncio que vinham do berço eram apenas o sono, e nada a mais. Mas foram mesmo as terríveis cólicas que vivaram seu mundo de cabeça para baixo.


Um dia após a vacinação do 2 mês o inferno se instalou. Quatro horas de choro INCONSOLÁVEL, a IRRITABILIDADE que enlouquece a gente, a IMPOTÊNCIA diante daquele choro sofrido, que nos devora e tanto desespera. Durante o dia, a vida até seguia normal, era a noite que bicho pegava. Os dias eram intermináveis devido às várias interrupções do sono; as noites eram eternas: do desespero das crises de choro à escura solidão dos cansativos ciclos das mamadas, arrotos e trocas de cocô.


Na angústia de buscar alguma resposta, leu diversos textos na internet, conversou em grupos de mães, e ouviu muitos palpites de familiares, amigas e até conhecidas. Do que ela comia, do leite materno que ofertava, do chá que não dava, dos remédios fitoterápicos aos importados, à vacina do rotavírus, tudo havia sido abordado e todos falavam como se tivessem a solução mágica. Porém nenhuma dessas dicas, muitas vezes contraditórias e controversas, obteve qualquer resultado além de mais desgaste e insegurança.


Na consulta pediátrica, a médica negou ser a vacina a causa das cólicas, e passou dois sites para que ela pudesse entender um pouco melhor aquele momento vivido

http://www.sbp.com.br/especiais/pediatria-para-familias/cuidados-com-o-bebe/colica-do-lactente/ , https://familia.sbim.org.br/vacinas/vacinas-disponiveis/81-vacina-rotavirus.

Receosa, e apenas pela insistência da pediatra acabou dando a vacina dos 3 meses. Realmente as cólicas haviam sumido mas tinha seu medo de que a aplicação pudesse atrapalhar a paz de noites mais tranquilas se confirmou. Além do choro desesperado da hora da aplicação, veio duas noites agitadas, com mais colo e tetê. Ela sentia que sua pequena estava mais quente, com a cabeça pegando fogo, apesar de o termômetro ainda não acusar febre.

Quando a trocava, ouvia com pesar a reclamação quando apertava sem querer o local da picada.


Estava decidida. Não aplicaria mais essas injeções, muitas de doenças que ela nem sequer ouviu falar. Apesar de a pediatra esclarecido sobre a importância das vacinas e sua prevenção de doenças graves e contagiosas e ter desmistificado sua relação em causar a doença a qual deveria previnir ou com autismo, explicado que as contra indicações são restritas, muito bem estudadas e documentadas sua decisão estava tomada.

http://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/movimento-antivacina-como-surgiu-e-quais-consequencias-ele-pode-trazer


http://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/21273e-DocCient-Calendario_Vacinacao_2018-final2.pdf

O que começou como festa, a viagem dos sonhos, o descanso tão preciso e merecido acabou com febre alta, nariz escorrendo e tosse. Evoluiu com olhos vermelhos, manchas vermelhas no corpo, e branca na boca, diarréia, recusa alimentar, de água, prostração e muitas lágrimas. Agora a irritabilidade era ainda maior, a perda de peso visível e o sofrimento inevitável. Descobriu o que era o Sarampo na pele e soube de mais 3 crianças da sala da escolinha que estavam com o mesmos sintomas. A doença que era considerada eliminada desde 2000 (apenas casos esporádicos importados) estava de volta no Brasil, e encontrou um solo fértil e desprotegido para proliferar.

VACINE SEU FILHO, TIRE SUAS DÚVIDAS COM SEU PEDIATRA, PROTEJA SUA CASA, SUA COMUNIDADE, E TODAS AS NOSSAS CRIANÇAS. #VACINASIM

Dr Leandro Osvaldo Santos Meireles da Fonseca CRM 177677 – Dr Ana Helena I R Meireles da Fonseca CRM 163450

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