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Um sonho quase real!


As vezes temos sonhos que parecem reais, ao acordarmos paira a dúvida se foi algo que aconteceu no dia anterior, ou foi “apenas” um sonho!


Um desses que me deixam na dúvida até hoje é de quando me vi sentado, apreciando as grades obras do Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, um Deus que ao meu ver, está acima das religiões e termos criado por nós, humanos imperfeitos, que diariamente temos que lapidar a pedra bruta de nossos vícios. Mas estava eu sentado nesse local que era um Templo sob o céu aberto, embaixo da sombra de uma Acácia perfumada, e eis que chega um homem que pelos trajes parecia vindo de outras épocas, trazia no olhar a força e a beleza de entender a fundo a Grande Obra, sem palavras me fez um gesto, e fez um pedido silencioso para sentar ao meu lado, que também em silencio aceitei seu pedido.


O reconhecimento foi mútuo, e depois de alguns segundos de silêncio, ele começa contar sobre sua vida, com uma voz calma e pausada, daquelas que prendem nossa atenção, sem nos entediar, e se fazendo entender com perfeição, ele começa dizendo que aquele local trazia paz para ele, e pelo meu olhar ele entendeu que sentia o mesmo, e continuou:


Essa Acácia é minha conhecida a muitos anos, já descansei de meus trabalhos sob sua sombra inúmeras vezes, e sob ela passei meus conhecimentos aos meus aprendizes na arte de desbastar e polir pedras, já vaguei o mundo, construindo Templos onde o humano ia de religar com o Divino, Templos estes das mais diversas denominações religiosas, pois religião é do religare, que seria uma forma de nos religar com o Deus de nosso Coração, e de Nossa Compreensão.


Era reconhecido como mestre por meus aprendizes e companheiro de Ofício, e como em qualquer agremiação, uns se dedicavam mais que os outros, e por isso tinham aumentos de salário, compatível com seus trabalhos, mas a cobiça humana, muitas vezes amentada pelos vícios, que sufocam as virtudes, fala mais alto e alguns resolveram tomar a força esse aumento de salário, traindo um juramento de fidelidade feita ao grupo, e me atingido traiçoeiramente.


Meu abrigo foi sob a sombra dessa nossa amiga Acácia, que me deu sombra e abrigo naquela época de turbulência que passei, e depois disso, noto que muitos viajantes param descansar sob sua sombra, uns para meditar, como noto no seu caso, outros para recobrarem as energias gastas nas batalhas interiores, nos trabalhas da lapidação da pedra bruta.


Bem amigo, minha hora chegou, tenho que voltar aos trabalhos, pois o sol já está a pino, sempre que precisar, conte com a sombra da Acácia, e de seu novo amigo, que o reconheceu como um irmão, Iran!


Jr Quibao
Rafard 01 02 2017 13:25

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