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Sente dor no ombro? Pode estar com Tendinopatia / Síndrome do Impacto

A Tendinopatia / Síndrome do Impacto no ombro, ocorre quando o espaço normalmente estreito entre o acrômio e o manguito rotador (conjunto de quatro tendões) com a bursa subacromial – membrana que age como amortecedor e lubrificante para diminuir o atrito entre o tendão e o osso – fica ainda menor e causa irritação e inflamação nestas estruturas. Em outras palavras, a síndrome do impacto consiste na compressão do tendão do músculo durante os movimentos de elevação ou abdução.

É comum, portanto, o envolvimento do processo inflamatório da bursa e tendão do manguito ao mesmo tempo. Muitas vezes o processo se torna crônico (longo período de sintomas) podendo evoluir para lesões no tendão e formação de proeminências ósseas por reação ao atrito contínuo (formação de esporões ósseos).

Diversas doenças podem causar bursite e tendinite, no entanto, a síndrome do impacto é a mais frequente. Assim como essas inflamações, a síndrome do impacto do ombro é acompanhada de dores (principalmente noturnas, quando o paciente dorme sobre o braço) e diminuição na amplitude dos movimentos. Conheça mais informações sobre a tendinite no ombro.

Causas


A Tendinopatia / Síndrome do Impacto também está associada às atividades em que o ombro trabalha acima do nível da cabeça, principalmente em situações de movimentos repetidos ou com esforço (trabalho e/ou esportes relacionados), pois nesta posição o espaço subacromial fica ainda mais comprimido.

Diagnóstico


Para fazer o diagnóstico da Tendinopatia / Síndrome do Impacto o ortopedista especialista em síndrome do impacto no ombro solicita alguns exames como ressonância magnética e ultrassonografia e realiza a avalição física, analisando aspectos como força e movimentação do ombro do paciente. A síndrome do impacto é mais comum em adultos.

Como evitar a Tendinopatia / Síndrome do Impacto?


A formação do “esporão” ou um formato curvo do teto do ombro (acrômio) não pode ser evitada. Porém existem 3 medidas que podem melhorar esse atrito entre os tendões e o acrômio.


1 Evitar movimentos com o braço acima da altura dos ombros (90° de abdução ou flexão).
2 Fortalecer os músculos dos tendões do manguito rotador.

O fortalecimento dos rotadores externos e internos melhora a coaptação da articulação. Durante a elevação do ombro, existe uma força feita pelo músculo deltóide que traciona todo o osso do úmero para cima. Com a contração dos tendões do manguito, essa força é melhor balanceada e o úmero permanece no seu local de origem, diminuindo a chance de impacto.


3 Melhora da postura nos indivíduos com os ombros posicionados para frente (protração da escápula)

Qual é o tratamento para Tendinopatia / Síndrome do Impacto?


Além das medidas de prevenção descritas acima, o tratamento tem 2 objetivos: diminuir o processo inflamatório e reequilibrar a força e o alongamento do ombro.

Para diminuir a inflamação, diversas medidas podem ser utilizadas dependendo de cada caso.

O uso do gelo é recomendado quando tolerado. Medicações anti-inflamatórias por via oral ou injetável podem ser utilizadas. O reequilíbrio da força e do alongamento é feito tradicionalmente através de fisioterapia. Exercícios de alongamento e de fortalecimento são necessários e devem ser individualizados para cada caso.

Nos casos em que a dor é muito importante e não regride com as medidas iniciais, uma infiltração pode ser realizada para diminuir a inflamação.

Como é a cirurgia para a Tendinopatia / Síndrome do Impacto?


A cirurgia é indicada para a minoria dos casos. A reabilitação deve ser feita corretamente e, na maioria dos casos, gera resultados satisfatórios. No entanto, alguns pacientes não obtém uma melhora da dor e função.

Após uma avaliação detalhada do médico especialista em ombro, uma artroscopia (cirurgia por vídeo) pode ser indicada. Nela é feita uma “limpeza” da região acima dos tendões, com ressecção da bursa e do esporão do acrômio. Além disso, é feita a inspeção de todo o ombro e possíveis lesões não vistas nos exames podem ser diagnosticadas e tratadas, como as lesões parciais dos tendões.

Informações de Dr. Robson Sitta

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