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Bolsonaro alfineta deputada: “se estivesse fazendo coisa boa, estaria mais magra”

O presidente Jair Bolsonaro fez ataques pessoais à deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) durante sua transmissão semanal no Facebook, nesta quinta-feira (9). Sem citar o nome de Hasselmann, ele chamou a deputada de “fofucha” e disse que, “se ela estivesse fazendo um bom trabalho, estaria mais magra”. “Mentir engorda”, acrescentou.

Bolsonaro fez alusão a Hasselmann quando abordou o tema do “fundão eleitoral”. O presidente recentemente indicou que sancionaria o projeto, impopular entre alguns de seus apoiadores, justificando que estaria sujeito a um processo de impeachment se não o fizesse. Hasselmann rebateu o presidente dizendo que a ameaça de impeachment era “mentira deslavada”, acrescentando que se tratava de uma estratégia do presidente para desgastar o Congresso.

Nesta quinta, Bolsonaro – que já havia se referido a Hasselmann como “uma deputada gordinha de São Paulo” em outras transmissões – voltou a atacá-la. O presidente criticou a deputada ao mesmo tempo que disparou contra outro opositor, o deputado federal Samuel Moreira (PSDB-SP).

“Apanhei de um monte de gente. A lei do impeachment é bem clara. Se eu atentar contra o livre exercício das eleições… quem não quiser entender, fica falando ‘veta, veta’, me ameaçando de não votar mais em mim, paciência”, afirmou Bolsonaro.

“São dois deputados, uma fofucha de São Paulo e outro meio japonesinho, também de São Paulo. Estão falando mentiras, que a lei nada diz sobre o impeachment, mas está bem claro. É para desgastar e criticar. Desgastar é mais fácil para esse tipo de gente. Se estivessem fazendo coisa boa, a primeira estaria mais magra e o segundo estaria menos sem vergonha. Porque mentir engorda”, disse Bolsonaro, que pouco tempo depois afirmou que “a fofucha usou R$ 100 mil do fundo em 2018”.

Em seguida, ele direcionou os ataques a Samuel Moreira, citando o nome do deputado. “Me criticou, dizendo que eu defini que seriam R$ 2 bilhões [no fundo eleitoral]. Não fui eu, foi a lei de 2017, e inclusive você, Samuel Moreira, votou a favor que o fundão fosse majorado. E você usou R$ 1 milhão do fundão em 2018. Não quero atacar ninguém, mas sou obrigado, porque fica mentindo a meu respeito. É pau mandado de alguém”, criticou Bolsonaro.

Irã e Estados Unidos

Bolsonaro também comentou rapidamente sobre o conflito entre Irã e Estados Unidos, no qual afirmou seguir o artigo 4º da Constituição Federal.  “No tocante a relações internacionais, nós nos regemos em defesa da paz e no repúdio ao terrorismo, e não preciso falar mais nada”, disse Bolsonaro.

Na semana passada, a nota oficial do Itamaraty a respeito da crise entre os países citou o apoio do governo brasileiro à “luta contra o flagelo do terrorismo”, o que incomodou o Irã – o país convocou a encarregada de negócios da Embaixada brasileira em Teerã para dar explicações sobre o comunicado.

Na sequência, Bolsonaro citou uma reportagem que publicou sobre Lula com o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, em 2009, quando ambos eram presidentes. “O Lula era o garoto-propaganda do Irã para que o país desenvolvesse sua tecnologia de enriquecimento de urânio. Segundo o Irã e segundo o Lula, para fins pacíficos. Naquele tempo, o chefe daquele Estado [Ahmadinejad] falava que queria varrer do mapa o estado vizinho [Israel]”, provocou Bolsonaro.

O presidente ainda comparou como Irã e Brasil fazem uso de energia nuclear. “Nós aqui temos um acordo com a agência internacional de energia atômica, somos inspecionados, e nem sonhamos em enriquecer urânio de modo que possa ser usado em um artefato nuclear. Há uma diferença muito grande entre Brasil e outros países que buscam energia nuclear para fins de poderio bélico”, declarou. 

“Mas ninguém vai me criticar, porque estou defendendo a paz e repudiando o terrorismo, de acordo com o artigo 4º da Constituição”, concluiu.

Do Yahoo

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