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Dificuldade de Aprendizagem : Entenda o que é e como superá-la

Quem, ligado a Educação, seja pais ou educadores, que não tenha pensado ao menos uma única vez sobre dificuldade de aprendizagem, que atire a primeira pedra. Parece um tema grandioso, complexo por seus inúmeros vieses, e é, dependendo da forma como olhamos.

Todos nós temos dificuldades em algumas questões das nossas vidas, há pessoas com muita dificuldade em compreender matemática e outras não compreendem nada de português ou história, ou geografia e está tudo bem!

A questão da aprendizagem

Em educação a dificuldade de aprendizagem ocorre em muitos momentos, as crianças aprendem o tempo todo inclusive em seus sonhos. Elas possuem habilidades incríveis, sempre fazem perguntas tão óbvias que por vezes não sabemos nem como responder, isso é a forma como enxerga o mundo a sua volta.

A ciência relata em diversos estudos que desde o ventre as crianças precisam ser estimuladas com sons, cores, formas, toque. O afeto é fundamental para a criança se sentir segura para construir e demonstrar seus conhecimentos.

Em uma conversa de mães uma estava feliz porque seu filho aprendeu a ler aos 4 anos de idade, por outro lado a outra mãe estava frustrada porque a filha, prestes a completar 6 anos, ainda não reconhecia as sílabas. Seria uma dificuldade de aprendizagem? Essa criança tem algum problema e precisa de acompanhamento? Na verdade, todos nós passamos por um processo de maturação do desenvolvimento cognitivo. Nome bonito que expressa nada mais que: cada um aprende no seu tempo!

Dificuldade de aprendizagem, saiba mais sobre este assunto

Tudo a seu tempo

Há crianças que aprendem apenas observando os traços das primeiras letras, participando dos momentos repetitivos de leitura do alfabeto em voz alta, e outras crianças que ouvem tudo mas só encontrará sentido se registrar de alguma forma no papel, um desenho para os menores, um mapa mental para os maiores por exemplo, e há crianças que aprendem, literalmente, pondo a mão na massa.

A escola tem que estar preparada e equipada para atender essa demanda durante a alfabetização e o professor no convívio diário com seus alunos, observa o jeitinho de cada um, identifica as dificuldades que precisam ser superadas e a partir dessas observações, direciona as atividades que visam contemplar cada um. Quer um exemplo?

As crianças podem aprender as vogais apenas:

  • Olhando na lousa e copiando no caderno ou folha;
  • Cobrindo o tracejado;
  • Olhando para as letras e repetindo os sons em voz alta;
  • Moldando as letras com massa de modelar, argila ou simplesmente desenhando em um prato com areia;
  • Utilizando jogos de completar palavras ou associação letra e objeto;

Há uma variedade de formas de aprender! Quanto maior a variedade e as cores, texturas, aromas, mais rápido e mais rica a experiência. Isso vale também em casa, o incentivo da família é fundamental.

Quando devemos nos preocupar com a dificuldade de aprendizagem ?

Em primeiro lugar, todas as crianças aprendem, cada uma a seu tempo, mas aprendem. Em uma situação normal, a criança vai aprender quando ela estiver pronta, ou seja, quando as suas conexões neurais darem sentido aquilo que lhe está sendo apresentado.

Espera-se que a criança, matriculada na escola na idade certa, esteja alfabetizada entre os 7 anos e 7 anos e 8 meses, pois é quando estará mais apta para reconhecer a leitura e escrita.

A partir dessa idade caso a criança ainda não consiga reconhecer ou diferenciar letras e números e formar ou ler sílabas simples é que se deve procurar ajuda. Mas calma isso não significa que a criança tenha algum problema grave.

Procurando ajuda

Quando o professor percebe que algo incomum está ocorrendo, normalmente a coordenação da escola é informada, bem como os responsáveis. O primeiro passo é não ignorar a criança e nem colocar em evidência suas dificuldades, lembre-se, ela precisa se sentir segura!

Encontrar um bom profissional Psicopedagogo é fundamental, pois ele observará a criança e fará encaminhamentos para especialistas (psicólogo, fonoaudiólogo, psiquiatra, etc) para descartar hipóteses e, em conjunto com outros profissionais, formular o laudo corretamente. Em todo esse processo, a família e a escola são alicerces fundamentais para o desenvolvimento da criança e devem ter atitudes de forma a incentivá-la, motivá-la a superar essa dificuldade.

Ligia Braggion é pedagoga e colabora com o SeuJornal na sessão Educação

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