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Falso policial é condenado a quase 60 anos de prisão por estupros

Adson Muniz Santos, suspeito de se passar por policial federal para atacar 26 mulheres em bairros nobres de São Paulo, foi condenado a 59 anos e 8 meses de prisão. Ele recebeu condenações em nove desses 26 casos, sendo que seis são estupros.

Adson também foi condenado por crimes como roubo, extorsão, sequestro, abuso de poder, importunação sexual, ameaça e falsidade ideológica. De acordo com a denúncia do Ministério Público, ele abordava as vítimas se apresentando como policial federal e produtor de televisão.

O homem mostrava credenciais falsificadas e ameaçava as vítimas com uma arma, também falsa. Após estuprá-las, ele roubava itens como celulares, relógios e joias. Em alguns casos, levou as mulheres a caixas eletrônicos e também roubou dinheiro de suas contas. Os crimes aconteceram entre 2016 e 2017.

Desde a primeira denúncia, Adson negou as acusações. Chegou a alegar transtorno mental, e pediu tratamento para se “curar”. Por decisão da Justiça, ele foi submetido a cinco avaliações psiquiátricas, e todas o consideraram imputável. Isso significa que, quando cometeu os crimes, ele tinha consciência da gravidade de seus atos. Caso fosse considerado inimputável, receberia tratamento em um hospital psiquiátrico ao invés de cumprir a pena em regime fechado.

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Ao G1, a defesa ressalta que Adson foi absolvido de uma das acusações, e ao menos um dos 26 casos foi arquivado. E afirma que, como ainda cabe recurso, o homem pode ser inocentado:

“Ele [Adson] alega que tudo o que acontecia de [o sexo com as mulheres e o dinheiro que ele pegava delas] era de forma voluntária. Atualmente, o senhor Adson Muniz Santos não possui sentenças transitadas em julgado, ou seja, tecnicamente falando ainda é considerado inocente pelas imputações de crime ofertadas contra ele”, diz o advogado Ariovaldo Stella Alves Filho.

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