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Vereador carioca se recusa a votar por ser o número 24 na chamada

A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro repudiou a postura do vereador Marcelino D`Almeida (PP) que, durante a votação sobre a linha amarela realizada ontem (05), se recusou a votar duas vezes porque seu número na chamada nominal era o 24, número relacionado ao veado no jogo do bicho.

Fernando William (PDT), presidente da Comissão de Ética da Casa, afirmou que vai conversar com o vereador sobre a atitude.

“Eu acho um ato infantil, para ser bem claro. E certamente nós vamos conversar com o vereador para que ele evite esse tipo de comportamento. O legislativo é exatamente o equilíbrio, o respeito à diversidade. Vamos discutir o que é importante verdadeiramente para o interesse público e não ficar com brincadeirazinhas ou atitudes que acabam não sendo absolutamente à altura do poder legislativo”, afirmou William.

Jorge Felippe (MDB), presidente da casa, classificou a atitude de Marcelino como “infeliz”. “Não há razão disso. E qualquer oura implicação não cabe a presidência tomar nenhuma atitude, existe Comissão de Ética”.

O “problema” apareceu depois de os terminais da Câmara apresentarem problema. Assim, a votação teve que ser nominal. A primeira tinha o objetivo de saber se os vereadores aprovavam a inclusão de duas emendas ao projeto de encampação da Linha Amarela pela prefeitura da cidade.

Depois de 23 votos a favor, Marcelino se recusou a dar o seu voto. Ele também se recusou em ser o vigésimo quarto na votação posterior, realizada para definir a aprovação ou não do texto final.

A rejeição ao número 24 fez com que Marcelino D’Almeida descumprisse as regras da casa. O regimento interno prevê que o vereador presente à sessão não pode abrir mão de votar.

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