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Botijão de gás explode em trem e mata dezenas de pessoas no Paquistão

Subiu para 71 o número de pessoas mortas depois que um botijão de gás explodiu em um trem no sul do Paquistão nesta quinta-feira (31). Outras 44 ficaram feridas, informou o jornal americano “The New York Times”.

O botijão explodiu depois de ser manipulado por passageiros durante o café da manhã, informou a ministra da Saúde da província local, Yasmin Rashid. Embora proibidos, os cilindros de gás são usados por passageiros em viagens longas para preparar refeições.

“Dois fogões explodiram quando as pessoas estavam tomando café da manhã, [e] a presença de querosene com os passageiros no trem em movimento espalhou ainda mais o fogo”, disse o ministro das Ferrovias Sheikh Rashid Ahmed à rede de televisão Geo.

Pelo menos três vagões lotados pegaram fogo após a explosão – dois na classe econômica e um na executiva, informou o “New York Times”.

A explosão ocorreu às 6h30 (hora local, 22h30 de quarta-feira no horário de Brasília), quando o trem chegava à cidade de Liaquatpur, perto de Rahim Yar Khan.

O trem viajava entre Karachi e Rawalpindi, e levava um grande número de peregrinos a caminho de um festival religioso próximo à cidade de Lahore. Foi o pior desastre no sistema ferroviário do Paquistão em quase 15 anos.

Muitos passageiros se salvaram porque conseguiram saltar do trem para escapar do incêndio, disse o ministro das Ferrovias. Mas muitos morreram ao saltar do trem em movimento.

“A maioria das mortes foi causada por pessoas pulando do trem”, disse Rasheed.

O trabalho de resgate continua no local, com equipes militares e médicos.

Os acidentes de trem não são raros no Paquistão, que possui uma antiga rede ferroviária que remonta aos tempos do Império Britânico – do qual o país se tornou independente em 1947.

Em julho, 20 pessoas morreram e 80 ficaram feridas na colisão de um trem de passageiros com uma ferrovia de carga também no sul do Paquistão. Em novembro de 2015, um acidente ferroviário causou 130 mortes e cem feridos na província do Baluchistão, no sudoeste do país.

Por enquanto, apenas 18 corpos foram identificados.

Do G1

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