Justiça

Vereador é condenado a indenizar ex-servidora por insinuação sobre sexo oral em Sorocaba

A Justiça condenou o vereador Hudson Pessini (MDB) a pagar R$ 40 mil por danos morais para a ex-assessora da prefeitura de Sorocaba (SP) Tatiane Polis. A sentença foi publicada na segunda-feira (29).

A Câmara de Sorocaba (SP) chegou a abrir em 2018 um processo na Comissão de Ética para analisar a conduta do vereador em uma conversa gravada com conotação sexual e machista.

Na decisão, o juiz Pedro Luiz Alves de Carvalho relata que Tatiane era assessora do prefeito e foi acusada pela vice-prefeita Jaqueline Coutinho, na época, de ter diploma falso, iniciando-se uma crise política entre os envolvidos.

O comentário do vereador gravado em áudio teria sido com referência à confusão envolvendo o prefeito, a vice e a assessora, na ocasião.

“É evidente a conotação ofensiva à honra da autora, sexista, além de desprezar e subjugar a capacidade da autora, atribuindo à autora, então assessora do prefeito, a troca de favor sexual”, escreveu o juiz.

Em outro trecho da decisão, o juiz cita que “é certo que os fatos foram ofensivos e causaram humilhação e constrangimento a autora. As regras ordinárias da experiência autorizam a compensação pelo sofrimento injustamente impingido, dispensando a prova acerca da dor a que foi submetido e autorizando a condenação em indenização por danos morais”.

Hudson Pessini informou que ainda não foi notificado da decisão e que, quando for, vai recorrer.

Crise na política

Tatiane Polis é o pivô de uma crise política em Sorocaba, que começou em junho de 2017 e culminou na cassação do prefeito, revertida com uma liminar da Justiça 43 dias depois.

Ela pediu exoneração no dia 17 de julho de 2017 alegando que ela e a família estavam sendo vítimas de perseguição desde a confusão no gabinete do prefeito envolvendo a vice-prefeita.

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