Compras pela internet crescem durante isolamento social

Com as medidas adotadas para conter o contágio do coronavírus (Covid-19) no país, as lojas físicas estão fechadas e, assim, as que funcionam pela internet têm ganhado consumidores. De acordo com levantamento realizado pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as vendas online cresceram 180% nos setores de alimentação, saúde e cuidados pessoais em março.

A alta representa um acréscimo de 30% a 40% nas transações em relação ao mesmo período de 2019. No início de abril, a tendência de alta nos e-commerces permaneceu sendo vista na prática, pois as vendas do comércio online cresceram 18,5% entre os dias 31 de março e 6 de abril em relação à semana anterior, segundo  a pesquisa da Ebit | Nielsen, empresa de mensuração e análise de dados.

Neste levantamento, os produtos de giro rápido, como as cestas básicas, são os com maior destaque, apresentando alta de 21,7% no faturamento e 23,3% no número de pedidos, mesmo com o prazo de entrega maior. Assim, os setores de eletrodomésticos (+21%), informática (+22%), casa e decoração (+23,5%), telefonia (+12%) e eletrônicos (+20,3%) também estão entre os que demonstraram maior crescimento de uma semana para outra. 

“O e-commerce tornou-se um facilitador da situação imposta pela Covid-19 à medida em que os consumidores adaptam suas atividades diárias para dentro dos seus lares e, consequentemente, aumentam a demanda por serviços online”, afirma o diretor de atendimento ao varejo e e-commerce da Nielsen Brasil, Roberto Butragueño.

Além de produtos de consumo rápido e de equipamentos, há outra série de produtos e serviços ofertados na internet, incluindo a realização de leilão judicial, com carros e imóveis disponíveis a preços menores do que os praticados nas concessionárias. 

Reforço nas equipes

Com mais demanda e novos desafios para fazer com que os produtos cheguem ao destino final, os varejistas começam a reforçar suas equipes de logística. O Mercado Livre, que é uma das empresas mais conhecidas no país, deverá reforçar os times de logística para conseguir dar conta do aumento de 65% nas vendas relacionadas à saúde, higiene e bebidas em março, em comparação com o mesmo período de 2019.

“Nosso planejamento prevê antecipar para um prazo imediato a curva de contratação prevista para três meses”, afirma Leandro Bassoi, vice-presidente de Mercado e Envios para a América Latina.

Redação

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