Como o fundo de R$ 1 bi do Sebrae pode ajudar as pequenas empresas

Com a chegada da Covid-19 ao Brasil, muitos negócios foram prejudicados, mas o fundo de R$ 1 bi do Sebrae pode ajudar as pequenas empresas.

Sobretudo para pequenos empresários conseguir um empréstimo bancário não é algo simples, e isso se torna ainda mais inalcançável em tempos de crise.

As empresas pequenas no geral não possuem bens suficientes para garantir o pagamento do valor solicitado e, por isso tem o pedido negado.

Sendo assim é muito importante que esses empreendedores encontrem outras alternativas para que consigam manter as suas portas abertas mesmo diante da queda no faturamento mensal.

Então acompanhe este artigo para conhecer melhor o fundo de 1 bi do Sebrae que pode ajudar as pequenas empresas.

Entenda melhor o Fundo do Sebrae

Com a crise, a Confederação do Comércio (CNC) e da Indústria (CNI) tiveram perdas significativas em suas receitas devido ao corte do recebimento do Sistema S.

Assim a CNI pode deixar de receber R$ 1,6 bilhão no trimestre, enquanto que a CNC pode ter uma queda de R$ 2,5 bilhões.

Na contramão das duas instituições e das tendências atuais, o Sebrae tomou uma iniciativa diferenciada, de modo a auxiliar milhares de microempreendedores individuais (MEI) e micro empresas nesse momento delicado.

O fundo aval de 1 bilhão foi anunciado em abril, quando o Sebrae especificou que metade da sua arrecadação seria destinada a alavancar o acesso ao crédito de pequenos negócios no país.

Os recursos serão destinados ao Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que deve somar 12 bilhões de reais em empréstimo.

O que é e para que serve o Fampe?

O Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas, ou Fampe, é uma alternativa para que pequenas empresas e MEIs consigam capital de giro com bancos de maneira indireta.

Assim o órgão funciona como intermediário, complementando em até 80% a garantia para que o dinheiro possa ser liberado.

Além do fundo de 1 bi do Sebrae que pode ajudar pequenas empresas, foi prometido também que os riscos da operação seriam minimizados por meio da orientação dos empreendedores com relação à utilização do fundo.

Então o banco libera o dinheiro mas é o Sebrae que cuida e orienta os empresários em como lidar com o empréstimo.

Como ter acesso ao fundo do Sebrae?

Primeiramente o empreendedor deve consultar o gerente do seu banco ou instituição financeira e pedir informações sobre as linhas de financiamento disponíveis.

É preciso confirmar se a instituição escolhida é realmente conveniada ao Fampe e Sebrae, bem como se é possível incluir o Fampe como garantidor.

Mesmo tendo a instituição para garantir o crédito, é possível que o banco exija a elaboração de um plano de negócios e proposta de crédito para a que a análise de crédito possa ser continuada.

Após todas as informações e documentações serem fornecidas, o crédito será analisado e a instituição irá analisar se é preciso usar o Fampe ou se é possível conseguir o empréstimo sem ele.

Caso haja a necessidade, os valores devem ser informador e incluídos na cédula de crédito de acordo com a negociação em questão.

Como funciona o fundo?

Apesar de o fundo de 1 bi que pode ajudar as pequenas empresas ter sido liberado pelo Sebrae, a solicitação de crédito não é feita diretamente com ele.

Os Microempreendedores e pequenos empresários que queiram usar o Fampe como garantia, devem se dirigir primeiramente ao banco ou instituição financeira da qual sejam clientes.

Cabe ao próprio banco a decisão de operar ou não utilizando-se do fundo e, é preciso ter a certeza de que a instituição é conveniada.

O crédito é em geral cedido a empresas com faturamento máximo de 4 milhões e meio de reais ou microempreendedores individuais que faturem até 80 mil reais por ano.

A análise de crédito é feita pelo banco e, a definição de juros e taxas, prazos e carências também depende dele.

Após a solicitação, é feita a análise de crédito e, se necessário o próprio banco informa ao Fampe sobre a operação a ser realizada.

Quando liberado, no ato da assinatura do contrato o empresário tem a obrigação de pagar apenas a taxa referente à concessão do aval.

O valor é calculado multiplicando-se o valor da garantia pelo número de meses do contrato vezes 0,1%.

 Depois disso o empresário tem o acompanhamento do Sebrae, que se compromete a auxiliar o empresário para otimizar seu negócio, visando o crescimento.

Além do fundo de 1 bi do Sebrae que pode ajudar pequenas empresas, o órgão se compromete também a operacionalizar da mesma forma com outras instâncias de governo e empresas privadas.

Essa é uma forma que o Sebrae encontrou de colaborar positivamente com o cenário econômico do Brasil diante da pandemia do novo coronavírus que deve comprometer todos os setores, deixando marcas pelos próximos anos.

Redação

Sobre o autor : Esta notícia foi publicada por um dos redatores do SeuJornal,não significa que foi escrita por um deles, na maioria dos casos, foi apenas editada.
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