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Mulher fica desfigurada e perde rim após peeling facial

Uma mulher de 43 anos teve sérias complicações de saúde após se submeter a um peeling facial gratuito, no Mato Grosso.

O procedimento foi oferecido por uma massagista que fez uso de fenol, ácido corrosivo aplicado com segurança apenas por cirurgiões e dermatologistas.

Identificada como Tatiana, a vítima perdeu a funcionalidade de um dos rins, teve os dentes fragilizados e ficou com problemas na visão. Em entrevista à Universa, da Uol, a mulher relembrou o pesadelo e contou como se recupera das sequelas três anos após o trauma.

Ela revela que foi cobaia da massagista, profissional que queria realizar procedimentos estéticos faciais para aumentar o número de clientes. Por isso, sugeriu que Tatiana fosse sua primeira cliente. Explicou que o procedimento era seguro e tinha como foco promover a renovação da pele.

Passados dois minutos com o produto no rosto, a vítima relata que começou a sentir forte queimação. “Primeiro, deu uma ‘pinicadinha’, foi aumentando e já comecei a gritar e chorar. E desmaiei. Ela passou pasta d’água em mim, e colocou um ventilador em cima do rosto para passar a ardência. Parecia que algo estava comendo minha pele”, lembra. A massagista a tranquilizou e disse que a reação era normal.

Com rosto inchado, Tatiana foi para casa e, minutos depois, sentiu sua visão ficar turva e a audição prejudicada. Foi quando decidiu ir ao hospital. “Vieram ainda dores de cabeça muito intensas, e não conseguia mais respirar. Chorava muito e meu coração estava acelerado”, rememora. Com o rosto desfigurado e muito mal-estar, foi sedada e internada por quatro dias.

Por causa das feridas, Tatiana precisou tomar uma série de antibióticos e anti-inflamatórios, medicamentos que, em altas doses, podem causar insuficiência renal aguda. Depois de um ano de tratamento, a mato grossense sentiu as consequências e teve um dos rins atrofiado.

“Eu já tinha um rim menor que o outro. Com o uso desses medicamentos, ele atrofiou e não tem mais função nenhuma. Os dentes ficaram frágeis também por causa dos medicamentos e, hoje, uso aparelho dental. Ainda preciso usar óculos de grau”, lamenta.

Embora não tenha ficado com cicatrizes faciais, ela diz sentir-se refém da maquiagem, usada diariamente para disfarças algumas manchas que permaneceram. Para reduzir os sinais de maneira definitiva, ela faz microagulhamento a cada três meses. Desta vez, com a supervisão de um dermatologista.

“Agora, aprendi a me informar sobre a qualificação do profissional antes de realizar qualquer procedimento, e fazer teste de alergia”, finaliza.

O relato dela tem causado comoção na internet e servido de alerta para homens e mulheres: antes de se submeterem a tratamentos estéticos, procurem avaliação médica.

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